Sábado, 31 de Julho de 2010

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No mês da independência do Brasil, relembremos o orgulho de viver no único país do globo que teve seu nome derivado de uma árvore. Poucas pessoas sabem, mas desde os primórdios de nossa nação, já se degradava o ambiente a tal ponto que o pau-brasil, chamado cientificamente de Caesalpinia echinata, quase teve seus dias de glória encerrados ainda no início da colonização por conta da extração desenfreada de sua madeira. Dela retirava-se um excelente corante, a brasileína, para a indústria têxtil e a fabricação de tinta para escrever. Sua exploração intensa gerou muita riqueza ao reino e caracterizou um período econômico de nossa história, que estimulou a adoção do nome “ Brasil” ao nosso país. Atualmente a madeira é empregada para a confecção de arcos de violinos.
Apesar de ser o pau-brasil a árvore que nos cedeu seu nome, o ipê-amarelo é considerado a árvore-símbolo do país. O ipê-amarelo, Tabebuia chrysotricha, foi escolhida para representar nossas matas, verdes, através de sua coloração amarelo ouro. Curioso não? Provavelmente quem o escolheu deveria ligar o Brasil somente a futebol !
Este ipê tem seu uso paisagístico ainda não tão difundido apesar da beleza que lhe é advinda. Árvore de folhagem decídua, isto é, perde completamente as folhas em determinada época do ano, assim como seus parentes, o ipê-rosa, roxo e o branco, ainda é muito condenada por produzir sujeira, proveniente justamente da queda acentuada dessas folhas. Outras espécies, como no caso da amendoeira, foram sumariamente proibidas de serem cultivadas em áreas urbanas por produzirem grandes quantidades de resíduos no outono. Porém bons paisagistas conseguem incluir o ipê-amarelo em seus projetos com uso bem inteligente, tendo o cliente mais vantagens do que prejuízos, aproveitando essa característica do vegetal em florescer após despir-se das folhas. Casas que se apresentam muito quentes no verão e com problemas de temperaturas baixas no inverno são apropriadas para receberem a Tabebuia. Isto porque a planta estará com sua copa fechada na época mais quente, produzindo sombra, e ao entrar na estação fria perderá suas folhas, permitindo assim a entrada de raios solares nos locais mais frios. A atenção dada neste caso é principalmente para a distância entre o vegetal e a residência. Tal afastamento não deve ser inferior à 5m, para que tanto a árvore como o morador possa desfrutar de um convívio harmonioso.
O pau-brasil deveria também ter seu uso mais intensificado por conta dos paisagistas e jardineiros, não se limitando apenas quando o Brasil fizer 500 anos! Nosso leque de alternativas é imenso, fazendo parte dela nossa Caesalpinia echinata, todavia as escolhas sempre recaem sobre um punhado de espécies já mais que saturadas na arborização urbana. A utilização do vegetal, entretanto não deve ser feita ao léu, pois se tratando de árvores de grande porte (10 m ou mais de altura), como no caso do pau-brasil, devemos saber em que casos o aplicaremos. Recomenda-se seu uso em jardins espaçosos, como os de clubes, shoppings, sedes campestres, parques, etc., com o intuito nobre de engrandecer o conhecimento das pessoas a respeito de nossa cultura, além de embelezar enormemente o ambiente com sua belíssima copa e inflorescências amarelas, dando no mínimo 7 m de distância entre a árvore e qualquer obstáculo.

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